terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais um caso "Tamagotchi" desta vez no Japão.

Yumiko Takahashi, uma jovem mãe japonesa de 29 anos, deixou que o seu filho de apenas 19 meses morresse enquanto ela conversava num forum na Internet. O caso aconteceu no ano passado, mas somente agora foi presa, sob a acusação de negligencia infantil causando a morte.

A demora na prisão é justificada pela policia, como necessária para fazer todas as diligencias.

O pequeno Neo, apresentava febre alta na tarde do dia 24 de Junho do ano passado. Mesmo assim a mãe deixou-o sozinho no quarto e foi para uma sala de chat na Internet.

Este não foi o primeiro filho que Yumiko Takahashi perdeu.
No passado já tinha perdido outros

dois filhos, um pouco depois de nascer, e o outro depois de ter caído da varanda do apartamento da mãe.

Ao fazer um pequeno apanhado desta situação, fica a duvida se as autoridades tivessem actuado mais cedo, se o pequeno Neo poderia estar ainda vivo.

A negligencia desta "mãe" era bem conhecida na vizinhança, que conta, que por diversas vezes, tinham visto os meninos de forma itinerante, com fraldas sujas e com fome.

Yumiko Takanashi, ao todo teve quatro filhos. Um dos filhos morreu com poucos dias de vida.
Em 2008 divorciou-se, e mudou-se de Osaka para Otsu, com ela levou o pequeno Neo, e o seu irmão de 6 anos. Viviam sem dificuldades económicas. Em 2009, o seu outro filho de 4 anos caiu acidentalmente da varanda do seu apartamento.


Segundo a policia, uma funcionaria da creche que o pequeno Neo frequentava, tinha alertado a mãe para a febre alta do menino, quando pegou nele ao colo no domingo, dia 24.
Mais tarde nesse dia, perguntou a mãe como se encontrava a criança, e esta respondeu que "a febre tinha baixado". 
Na quarta-feira,dia 27, a mãe telefonou para a creche e disse "algo muito grave esta a acontecer". Ao chegar ao apartamento, a funcionária da creche verificou que a criança estava já sem vida.

Fonte policial diz que "a autopsia revelou que o menino morreu de pneumonia, aproximadamente as 2 horas da tarde do dia 26. A condição da criança, e a febre agravaram-se, e provocaram-lhe a morte, devido a mãe não lhe trocar as fraldas com frequência, fazendo que ele estivesse sempre húmido e com frio. Mais, a mãe não procurou ajuda médica para o filho. E através do histórico da sua actividade no computador, Yumiko continuou a falar na Internet e a fazer outras coisas, mesmo depois da morte do menino." 

Resta saber, se desde o dia 24 até ao dia 27, terá pelo menos alimentado os filhos.

Yumiko Takahashi, não negou nenhuma das acusações que a policia lhe fez. E disse que tudo o que tinham dito estava "correcto".

Numa entrevista que deu a emissora japonesa NHK, disse:  "Procurei consolo em fóruns na Internet para me conectar com outras pessoas durante três anos, desde que fiquei deprimida por perder meu filho em um acidente" No final da entrevista ainda concluiu com: "Criar filhos é muito incómodo".

O menino de 6 anos, e o único filho sobrevivente  desta "mãe", foi entregue a uma instituição de acolhimento, logo após a morte do irmão. (Desejo-lhe a maior sorte no futuro, parece-me que já passou bastante, e tem muitas feridas para sarar)

Fica agora no ar a duvida sobre a morte dos outros dois irmãos desta criança.


Este caso é parecido com o do jovem casal sul-coreano, que deixou o seu filho de três messes morrer, enquanto jogavam na Internet por 12 horas seguidas, onde, ironia do destino, cuidavam do seu filho virtual.



Ambos os casos fazem-nos reflectir até que ponto estamos a dar as ferramentas sociais, e emocionais as nossas gerações mais novas. Mesmo que a mãe da ultima noticia tenha já 29 anos.
Fazem-nos também pensar, até que ponto estamos a deixar a vida real para viver virtualmente.
E, se quando oferecemos um Tamagotchi, ou um daqueles jogos onde as crianças cuidam de animais e bebés virtuais, ou os deixamos jogar esse tipo de jogos no computador, se nos certificamos Mesmo, que elas entendem que aquilo não é real, que na vida real se não lhe derem de comer e o animal ou bebé morrerem, morrem mesmo! Que não há um botão para os ressuscitar.
Que tanto bebés como animais, dão trabalho, sujam roupa,desarrumam a casa, fazem asneiras, que o seu "cocó" cheira mal, que precisam de mais do que 30 segundos de atenção quando adoecem, que provavelmente vão ter algumas noites em branco, que não podem ser deixados sozinhos quando são pequenos, e que no caso das crianças, nem depois de maiorzinhas.
Enfim... Que "São incómodos" como disse aquela "mãe" perturbada.
Será que lhes explicamos isto tudo?
E nos certificamos que realmente entenderam?
Ou será, que deixamos para explicar, e nos certificarmos amanhã? 
Porque hoje estão entretidas a jogar "aquilo", e nós temos muitas tarefas domesticas para fazer, mesmo sabendo que amanhã, se calhar, a história será a mesma.


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